quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ENTRE A PUREZA DA ORTODOXIA E A SALADA MÍSTICA: O QUE ESTAMOS FAZENDO COM O ESPIRITISMO? - POR DORA INCONTRI

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Publicado em 2 de julho de 2017 por Dora Incontri

Vários articulistas já manifestaram aqui suas posições a respeito desse polêmico assunto: pureza doutrinária. Chegou a minha vez de dizer algo a respeito.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer (ou resgatar) alguns conceitos básicos do Espiritismo: Não se trata de uma revelação sagrada, por isso considero muito problemática a denominação das obras de Kardec de o “pentateuco espírita”! Os livros de Kardec não são como a Bíblia é para os fundamentalistas cristãos – palavra de Deus, revelada, que pode ser citada como fonte de autoridade absoluta. A obra de Kardec é de pesquisa, em que encarnados e desencarnados participaram da construção. Justamente uma das grandes contribuições de Kardec foi dessacralizar a revelação. E ele fez isso estabelecendo um método de pesquisa dos fenômenos espíritas, uma abordagem nova da vida espiritual, com racionalidade crítica e observação empírica. Então, conservar-se fiel à obra de Kardec é muito mais conhecer, entender, aprofundar e mesmo desdobrar com os recursos atuais, o método criado por ele (e foi criado por ele e não pelos Espíritos! Esses são na verdade ao mesmo tempo o objeto de estudo e os cooperadores de Kardec). O conteúdo do Espiritismo está sujeito à revisão, reelaboração e leituras históricas (compreendendo que algumas coisas que estão nas obras de Kardec são próprias do século XIX, têm uma influência da cultura europeia da época). O próprio fundador do Espiritismo não o queria fechado, num corpo de dogmas, a que leitores futuros teriam que se submeter cegamente.

O tempo inteiro, Kardec alerta para o aspecto científico de sua proposta, cujas hipóteses poderiam ser revistas.

Mas é claro que encarar o Espiritismo como um pensamento aberto, em constante construção, porque se trata de um pensamento racional, científico, sempre pronto ao diálogo com as descobertas da ciência e com os avanços culturais, não significa fazer dele uma colcha de retalhos, uma salada mística, incorporando modismos, novidades sem fundamento, práticas bizarras e ideias irracionais…

Então, podemos dizer a grosso modo que temos duas tendências predominantes no movimento espírita brasileiro atual:

Dos ortodoxos – vamos chamá-los assim – que não compreenderam o caráter dinâmico e aberto do Espiritismo (e muitos não compreenderam também o caráter fraterno da doutrina) e usam os textos de Kardec como argumento de autoridade, consideram suas obras como uma Bíblia. Esses ortodoxos, que estão dentro das instituições estabelecidas “como movimento oficial” são em geral pessoas avessas ao diálogo, praticam a censura, a exclusão, não aceitam nenhum tipo de pensamento crítico e fazem uma reprodução pobre, descontextualizada, reacionária do texto de Kardec – que se torna um texto apostilado, interpretado apenas por um viés religioso, com muito pouca articulação racional e nenhum enraizamento científico.

Devo dizer que nós, da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, apesar de mantermos um forte apelo à volta a Kardec, na linha de Herculano Pires, que temos um compromisso com pesquisa, filosofia e uma ética espírita, somos muitas vezes hostilizados ou silenciosamente excluídos por essa facção oficial, que se pretende ortodoxa. Meus livros são censurados em muitos centros espíritas, a ABPE não é chamada a participar de grandes eventos federativos para falarmos sobre Educação, quando nós somos a entidade especializada no assunto, com uma produção reconhecida, inclusive academicamente. Mas somos críticos. E para esse lado do movimento, quem critica é polêmico, persona non grata. E assim, o Espiritismo vai se tornando nas mãos no movimento institucional, mais uma religião fechada, sem nenhum avanço.

Do outro lado, estão os adeptos do vale-tudo. New Age, autoajuda, cristais, livros mediúnicos com revelações estapafúrdias etc. É a salada mística. Para esses, atualizar Kardec é simplesmente esquecê-lo, ignorando seus critérios de racionalidade, coerência e busca metódica da verdade. Mas é claro que esses criticam os ortodoxos e os ortodoxos os excluem sem pena.

E quais as motivações emocionais, inconscientes (ou conscientes) que estão por trás dos dois grupos?

No primeiro, a motivação é o poder – querem um movimento hierarquizado, que não debate, que não dá espaço para contestação (por mais qualificada que seja a pessoa que conteste), que se mantém sempre acrítico – e devo dizer, que embora esses se digam os reais seguidores de Kardec, não o compreenderam nem pela rama, pois falta de diálogo é falta de humildade, falta de criticidade é dogmatismo, exclusão é falta de fraternidade. Portanto, nada disso é espírita.

No segundo grupo, a motivação é o comércio: médiuns que viram terapeutas holísticos, médiuns que se pretendem gurus em todos os assuntos, livros que vendem às pencas nas grandes redes de livrarias e que mais parecem ficção científica de mau gosto do que obras mediúnicas sérias, comprometidas com o esclarecimento e a edificação dos leitores.

Então, logo se vê que, como dizia Kardec: contra interesses, não há fatos que convençam. Quando a motivação é o poder, a vaidade, a projeção pessoal ou o lucro financeiro, pura e simplesmente, não há verdadeiro amor ao Espiritismo, sincera busca da verdade, esforço sacrificial pela ideia, trabalho sério e profundo – mas de ambos os lados reina a mediocridade.

É claro que tudo isso faz parte do contexto em que vivemos no momento. Todos os movimentos religiosos e espiritualistas têm alas fundamentalistas e alas de autoajuda light. Tem aqueles que desejam reter o movimento numa redoma de ideias fechadas e os que querem abrir, sem nenhum critério, a não ser o critério comercial.

Isso tudo em relação às posições existentes no momento espírita atual. Há muitos desgarrados, insatisfeitos, críticos em relação a ambos os lados e são para essas pessoas que nós, da ABPE, temos oferecido uma alternativa que não se pretende nem dogmática, nem superficial e descomprometida com a verdade (ou a sua busca, pois estamos ainda muito aquém de verdades definitivas).

Há duas coisas que deveriam unir todos os espíritas: o elo de fraternidade e o compromisso com a busca isenta e desinteressada da verdade – podemos nos enganar, e as verdades por enquanto são relativas, mas por isso mesmo, temos que aprender a dialogar com o outro e temos que fazer um processo de autoconhecimento (aconselho inclusive com terapia) para observarmos em nós as paixões, as inclinações, as motivações obscuras que possam estar nos guiando em nossas atitudes em relação a essa ideia tão bela e fecunda, tão libertária e progressista, que se chama Espiritismo.

Portanto, nem pureza ortodoxa, nem salada mística, mas estudo sério, aprofundado das obras de Kardec, diálogo aberto, civilizado, amistoso, desinteresse real, fraternidade – eis o que proponho aqui, para encerrar por enquanto, esse debate em nosso blog.

ENDEREÇO ELETRÔNICO:

https://blogabpe.org/2017/07/02/entre-a-pureza-da-ortodoxia-e-a-salada-mistica-o-que-estamos-fazendo-com-o-espiritismo/

domingo, 23 de julho de 2017

EURÍPEDES BARSANULFO: O APÓSTOLO DA MEDIUNIDADE - PALESTRA DE NAZARENO FEITOSA


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Fonte da imagem: http://neslbomjardimpe.blogspot.com.br/p/quem-e-euripedes-barsanulfo.html

       
        Palestra do orador espírita Nazareno Feitosa sobre Eurípedes Barsanulfo, este grande missionário, um exemplo de Espírito de luz que deve nos contagiar com a sua incansável dedicação ao bem, à divulgação da Doutrina Espírita e à educação no Brasil.



ENDEREÇO ELETRÔNICO:

https://www.youtube.com/watch?v=N-AIaJFzJVI





sexta-feira, 10 de março de 2017

ESTUDOS TROUXERAM VÁRIAS EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DO ESPÍRITO LIGADO AO BEBÊ ANTES E LOGO APÓS O NASCIMENTO

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Fábio José Lourenço Bezerra

Na questão Nº 344 de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, temos:

Em que momento a alma se une ao corpo?

“A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”

Extraímos, do site da Associação de Psicologia e Saúde Pré-natal e Perinatal (www.birthpsichology.com), um artigo do Dr. David B. Chamberlain, psicólogo, autor e editor da Califórnia, que ensinou psicologia do nascimento em 20 países. A partir de 1974, ele passou a fazer uso da hipnoterapia para descobrir e resolver traumas surgidos no útero e durante o nascimento. Em pesquisas com pares de mãe e filho em 1980, ele demonstrou que as memórias do nascimento são confiáveis. Foi presidente da Associação de Psicologia e Saúde Pré-natal e Perinatal (APPPAH) por 8 anos. Seu livro The Mind of Your Newborn Baby (1986/1998) já foi traduzido para 13 línguas. Nesse artigo, o Dr.Chamberlain aponta vários estudos que levantaram muitas evidências da existência do Espírito ligado ao feto e ao recém-nascido.

"A Psique do pré-natal : Evidências para uma nova perspectiva

Chamberlain, David B., Journal de Psicologia e Saúde Pré-natal e  Perinatal 

Resumo: Durante a maior parte do século 20, nem a medicina, nem a psicologia proporcionaram uma compreensão exata da natureza dos bebês no útero e após o nascimento. Talvez, o equívoco mais fundamental tenha sido considerar o cérebro como a única medida do espírito, do eu e da alma. A visão prevalecente, durante cem anos, do cérebro dos pré-natais e recém-nascidos, era insuficiente para explicar a sua atividade cognitiva, emocional e  perceptual. No entanto, a pesquisa contemporânea revela que o pré-nato, ao contrário de qualquer descrição anterior, é equipado com sentidos, são reativos às condições ambientais, expressam sentimentos e têm interações sociais com irmãos gêmeos e os pais. Estes achados sugerem que pré-natais possuem uma "psique" no sentido original da palavra mente, o eu ou alma.

Palavras-chave: psique pré-natal, pré-natais, recém-nascidos

Durante a maior parte do século 20, nem a medicina, nem a psicologia proporcionaram uma compreensão exata da natureza dos bebês no útero ou pouco tempo após o nascimento. Entre os erros graves, estão estes: os bebês são passivos e impotentes; bebês não aprendem ou lembram; bebês não são capazes de sentir emoções; e os bebês não sentem dor. Estes pontos de vista enganaram pais e profissionais no seu trabalho com os bebês.

Os médicos não conseguiram reconhecer a grande vulnerabilidade dos neonatos a todas as formas de trauma da dor: o trauma da cirurgia sem anestesia,  trauma de dor repetida nos cuidados intensivos neonatais, dores causadas ​​pelo obstetra no nascimento, e (especialmente nos Estados Unidos) a prática de mutilação genital dos machos recém-nascidos. Cirurgiões do século 20 tinham medo que bebês pudessem ser prejudicados por anestesia anticoagulante, mas não tinham medo de que eles pudessem ser prejudicados pela cirurgia sem anestesia (Pernick, 1985). Os especialistas consideravam que os bebês eram incapazes tanto de experimentar como ver qualquer significado na dor. A dor do parto chegou a novos patamares na década de 1940, quando os médicos especialistas começaram a dominar o parto na América (Chamberlain, 1998a; Denniston & Milos, 1997).

Em retrospectiva, podemos ver agora que as atitudes e métodos científicos eram muito brutos para revelarem a real qualidade da vida infantil no útero ou no nascimento. Talvez a maior desvantagem dos profissionais  tenha sido  a ideia  de que o cérebro era a única medida completa da mente, do eu, e da psique. A opinião predominante era que os cérebros  dos pré-natais e dos recém-nascidos não eram capazes o suficiente para terem atividade cognitiva, emocional e perceptual, incluindo as percepções de prazer e dos pais. A neuroanatomia não apoiava uma "psique" na vida pré-natal ou perinatal.

Durante as últimas décadas, com os avanços da observação pelo ultrassom e outros projetos experimentais criativos, a vida no útero tem sido progressivamente iluminada, anulando as premissas tradicionais da psicologia do desenvolvimento e da medicina. A pesquisa revela agora que prenatos são diferente de qualquer coisa previamente descrita, ricamente equipados com sentidos, reativos às condições ambientais, expressam seus sentimentos, e sentem tanto o amor quanto o perigo. (Para ver comentários Chamberlain, 1994 e 1998b). A interação social entre gêmeos no útero, incluindo bater, chutar, e ficar em estado de sono, foi observada através do ultrassom a partir das 20 semanas de idade gestacional (A. Piontelli, 1992). Arabin e seus colegas (1996) catalogaram o primeiro toque entre gêmeos e como ele se desenvolve entre 9-13 semanas de idade gestacional.

Os pais têm visto o feto agredir agulhas que entram no útero, durante a amniocentese (retirada de líquido amniótico do abdome materno para fins de análise), na 16ª semana. Seus bebês têm, por vezes, recuado e, por vezes, repetidamente atacado o cano da agulha, isso em uma época em que os olhos estão subdesenvolvidos e as pálpebras estão fundidas. Tais demonstrações de visão "sem olhos" e uma perfeita coordenação para atingir o objetivo, transmitindo urgência, vontade e propósito, desafiam a explicação convencional.

Muitas experiências têm mostrado como o envolvimento íntimo dos pré-natais com os pais resulta na aprendizagem discriminativa e preferencial de música, histórias, rimas, e os sons da língua nativa da mãe (DeCasper & Spence 1986; DeCasper et al ... Spence 1986;. DeCasper et al ., 1994; Moon, Cooper & Fifer, 1993). No útero, os bebês ainda reagem a falsos fumantes, isto é, a cigarros não acesos (Little & Hepper, 1995), uma reação psicológica que não tem qualquer componente químico para explicá-la.

     Tais resultados empíricos fornecem novo suporte para uma crença, compartilhada por muitos psicoterapeutas, que as patologias mentais e emocionais são aprendidas em eventos traumáticos no útero e no nascimento. Usando uma variedade de métodos clínicos, as conexões persuasivas entre trauma e sintomas que surgem mais tarde na vida foram estabelecidas por Frank Lake, na Inglaterra (Veja Maret 1997), Thomas Verny no Canadá (1981), Ludwig Janus na Alemanha (1997) e nos Estados Unidos por David Cheek (1975), Arthur Janov (1983), e David Chamberlain (2000).

     As Investigações nos dias atuais mostram que os bebês geralmente notam e se preocupam com o meio ambiente. Eles expressam seus sentimentos em linguagem corporal, em mudanças bruscas dos movimentos respiratórios, atividade agressiva, ou afastamento (Veja o comentário de Chamberlain, 1999). O exame longitudinal minucioso da laringe fetal por ultrassonografia revela os primeiros movimentos associados à produção sonora na idade conceitual de 18 semanas (Ramon y Cajal, 1996). A partir deste ponto, a fonação finalmente se desenvolve em choro uterino - um fenômeno antigo e bem documentado cujo significado tem sido amplamente ignorado (Consulte a documentação de Ryder, 1943). Após o nascimento, com a ajuda de maior desenvolvimento muscular e ar abundante, a fonação entra em erupção em gritos de protesto no nascimento e rapidamente floresce no amplo espectro de sons humanos significativos que continuam ao longo da vida.

     Muito antes de que qualquer linguagem falada possa se desenvolver, os bebês no útero parecem perceber o que suas mães e pais estão sentindo e dizendo sobre eles. Os bebês sempre sabem a um nível inconsciente se são desejados ou não desejados - uma percepção refletida no risco significativamente elevado de morte nos primeiros 28 dias de vida entre bebês queridos e não desejados (Bustan & Coker, 1994). A mesma percepção aguda é a base para a longa trilha de tristezas revelada em estudos longitudinais de David, Dytrych, Matejcek e Schuller relatados em Born Unwanted: Developmental Effects of Denied Abortion (1988). Após o diálogo pré-natal sério entre uma mãe e um bebê sobre a necessidade de aborto, o aborto espontâneo fornece mais evidências de compreensão precoce por parte dos prenatos. (McGarey, 1980; McGarey & Stern, 1997).

     David Cheek encontrou evidência direta para a comunicação telepática (ou seja, o conhecimento direto) por parte dos bebês no útero revelado por uma recordação precisa de uma roupa da mãe nunca vista após o nascimento (Cheek, 1992 e 1996). Da mesma forma, pais, enfermeiros e parteiras relataram uma resposta comportamental pronta de bebês, no útero e no berçário, a cuidados intensivos para comunicações urgentes dirigidas a eles em situações de perigo. Tais comunicações eficazes, oferecidas em diferentes línguas e relatadas em diferentes países, baseiam-se nas capacidades reais de uma psique oculta (Szejer, 2005; Chamberlain, 2003).

     O uso de vários processos terapêuticos com crianças e adultos tornou evidente que os neonatos e os recém-nascidos são capazes de estados alterados de consciência, como a experiência fora do corpo, a experiência de quase-morte e até a lembrança da vida passada (Bowman, 1997; Chamberlain, 2000). Esses achados, embora surpreendentes na maneira como nos levam para além das fronteiras materiais, são, no entanto, coerentes com estudos das mesmas capacidades naturais em crianças e adultos mais velhos (Stevenson, 1987; Grof 1988, Ring 1984). Todos esses achados confirmam que os "bebês" têm uma psique ativa e capaz. Embora sejam seres humanos muito pequenos, eles ultrapassam em muito todas as teorias anteriores de suas limitações de desenvolvimento (Chamberlain, 1992).

     Embora os cientistas geralmente achem inadequado (de fato antropomórfico) comparar os estados pré-natais com estados adultos, as semelhanças são impressionantes. Experiências de quase-morte (em qualquer idade) confirmam que eventos importantes de aprendizagem ocorrem em um momento em que a psique e o cérebro estão em locais diferentes. Essas demonstrações afirmam que há certamente mais para a consciência humana do que a matéria cerebral. É importante notar que a verificação inesperada da visão "sem olhos" entre as pessoas cegas durante as experiências de quase-morte (Ring & Cooper, 1997) é, de fato, paralela à surpreendente "visão" fetal que às vezes se manifesta durante a amniocentese às 16 semanas. Na verdade, os humanos bebês e adultos exibem habilidades psíquicas semelhantes.

     Finalmente, há uma nova literatura de relatos de pais revelando que os bebês possuem poderes espirituais não cientificamente reconhecidos, e não explicáveis ​​dentro do paradigma da matéria cerebral. Dois livros contêm várias histórias de pais tendo encontros profundos com bebês ainda não concebidos. No livro Soul Trek de Elizabeth Hallett (1995) 180 pais contam suas experiências pessoais de sonhos, visões, aparências e outros tipos de eventos vívidos em que um bebê futuro anuncia sua vinda, e traz amor, incentivo e orientação para a mãe e pai. Trinta mais casos são apresentados por Sarah Hinze em Coming From the Light: Contas Espirituais da Vida Antes do Nascimento (1997). Um programa de televisão norte-americano "Sightings" dramatizou algumas dessas histórias para milhões de telespectadores. Hinze também foi destaque em um segmento de Hard Copy (CBS) na Primavera de 1998. Para mais histórias veja o site da APPPAH em: www.birthpsychology.com/lifebefore/concept.html.

     Embora a psique seja o cerne da palavra "psicologia", os psicólogos contemporâneos não aceitaram o significado completo da psique como mente, o eu ou alma, preferindo definir a psique como cérebro. No entanto, o paradigma da cérebro-matéria não consegue explicar a comunicação precoce, a inteligência, a memória e a aprendizagem precoce na gestação.

     Olhando para o espectro completo de evidências experimentais, clínicas e de auto-relatos agora disponíveis, eu diria que uma psique (que significa mente, o eu e alma) existe durante a gestação independente do desenvolvimento do cérebro. Essa psique está incorporando experiências continuamente através da memória e do aprendizado, fato que sugere que essas são faculdades conjuntas de saber que parecem ser inatas ao invés de desenvolvidas (Chamberlain, 1998c).

     Essas realidades emergentes devem, é claro, inspiram um conjunto inteiramente novo de diretrizes sobre como pensar e como tratar bebês de todas as idades. Na perspectiva maior do bebê como mente = eu = alma, todos os períodos de tempo tornam-se reais porque a experiência é um continuum. Como bem sabem os terapeutas, a aprendizagem precoce pode ter consequências a longo prazo que são "para melhor e para pior". Isso reforça a poderosa influência dos pais durante o período mais antigo do desenvolvimento humano desde a concepção até o nascimento. Isso deve ser claro, com base na evidência de uma psique pré-natal: Ao cuidar de bebês de qualquer idade, tanto os pais como os profissionais devem estar constantemente conscientes de sua natureza atenta e vulnerável, sua identidade espiritual e seu desejo de serem tratados como pessoas .

Referências:

Arabin, B., Bos, R., Rijlaarsdam, R., Mohnhaupt, A. & van Eyck, J. (1996). The onset of inter-human contacts: Longitudinal ultrasound observations in early twin pregnancies, Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, 8(3), 166-173.

Bowman, C. (1997). Children’s past lives: How past life memories affect your child. New York: Bantam Books.

Bustan, M. N. & Coker, A. L. (1994). Maternal attitude toward pregnancy and the risk of neonatal death. American J. Public Health, 84(3), 411-414.

Chamberlain, D. B. (1992). Babies are not what we thought: Call for a new paradigm. International J. of Prenatal and Perinatal Studies, 4(3/4), 161-177.

Chamberlain, D. B. (1994). The sentient prenate: What every parent should know. Pre- and Perinatal Psychology Journal, 9(1), 9-31.

Chamberlain, D. B. (1998a). Babies don’t feel pain: A century of denial in medicine. In: R. Davis-Floyd & J. Demit (Eds.). Cyborg babies: From techno-sex to techno-tots. London and New York: Routledge. Also in Selected Works by David B. Chamberlain, Ph.D., Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, 14(1 and 2), 145-168, 1999.

Chamberlain, D. B. (1998b). The mind of your newborn baby (3rd ed.). Berkeley, CA: North Atlantic Books.

Chamberlain, D. B. (1998c). Prenatal receptivity and intelligence. Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, 12(3 and 4), 95-117.

Chamberlain, D. B. (1999). Prenatal body language: A new perspective on ourselves. Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, 14(1 and 2), 169-185.

Chamberlain, D. B. (2000). Transpersonal adventures in prenatal/perinatal hypnotherapy. In E. Lescowitz (Ed.), Transpersonal hypnosis (pp.121-130). Boca Raton, FL: CRC Press.

Chamberlain, D. B. (2003). Communicating with the mind of a prenate: Guidelines for parents and birth professionals. Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, 18(2), 95-107.

Cheek, D. B. (1975). Maladjustment patterns apparently related to imprinting at birth. American J. of Clinical Hypnosis, 18(2), 75-82.

Cheek, D.B. (1992). Are telepathy, clairvoyance and “hearing” possible in utero?  Suggestive evidence as revealed during hypnotic age-regression studies of prenatal memory. Pre- and Perinatal Psychology Journal, 7(2), 125-137.

Cheek, D. B. (1996). Prenatal and perinatal imprints: Apparent prenatal consciousness as revealed by hypnosis. Pre- and Perinatal Psychology Journal, 11(2), 97-110.

David, H. P., Dytrych, Z., Matejcek, Z. & Schuller (1988). Born unwanted: Developmental effects of denied abortion. Prague: Avicenum Czech Medical Press.

DeCasper, A. & Spence, M. (1986). Prenatal maternal speech influences newborns’ perception of speech sounds. Infant Behavior and Development 9, 133-150.

DeCasper, A., Lecanuet, J-P., Busnell, M-C., Granier-Deferre, C., & Maugeais, R. (1994). Fetal reactions to recurrent maternal speech. Infant Behavior and Development, 17(2), 159-164.

Denniston, G. C. & Milos, M. F. (Eds.) (1997). Sexual mutilations: A human tragedy. London and New York: Plenum Press.

Grof, S. (1988). The adventure of self-discovery. Albany, NY: State University of New York Press.

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Hinze, S. (1997). Coming from the light: Spiritual accounts of life before life. London and New York: Pocket Books.

Janov, A. (1983). Imprints: The lifelong effects of the birth experience. New York: Coward-McCann.

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Stevenson, I. (1987). Children who remember previous lives: A question of reincarnation. Charlottesville, VA: University Press of Virginia.

Verny, T. R. & Kelly, J. (1981). The secret life of the unborn child. New York: Summit."


ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

 https://birthpsychology.com/journals/volume-28-issue-4/prenatal-psyche-evidence-new-perspective

sexta-feira, 3 de março de 2017

PARA KARDEC, O ESPIRITISMO É MAIS PREJUDICADO PELOS ADEPTOS QUE O COMPREENDEM MAL DO QUE PELOS SEUS INIMIGOS DECLARADOS ! - POR PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO

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Fonte da imagem: https://pt.slideshare.net/igmateus/viagem-esprita-em-1862

      Antes de passarmos para o texto de Paulo Henrique de Figueiredo, achamos ser pertinente aqui transcrever a seguinte passagem, contida na parte VIII da introdução de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec:

"Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, tal como a Doutrina Espírita, que nos lança de repente numa ordem de coisas tão novas e tão grandes, não pode ser feito com resultado senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados por uma firme e sincera vontade de atingir um resultado. [...] Quem quer adquirir uma ciência deve fazê-lo por um estudo metódico, começando pelo princípio e seguindo o encadeamento e desenvolvimento das ideias". 


Paulo Henrique de Figueiredo

Em 1864, Allan Kardec fez um discurso aos espíritas de Bruxelas, na Bélgica, país vizinho da França. Foi muito bem recebido por adeptos sérios, interessados na doutrina, conhecedores dos aspectos filosóficos e morais da Doutrina, felizes e motivados em receber aquele mestre que dedicava sua vida integralmente ao seu desenvolvimento e divulgação. Kardec iria conservar dessa visita uma de suas mais agradáveis lembranças.

Essas viagens, porém, ele declara, não tinham como motivo a simples satisfação pessoal, não, além de estreitar os laços de fraternidade entre os espíritas, recolhia fatos e documentos sobre o movimento do pensamento espírita, o trabalho dos defensores e os meios de combate dos adversários. Entre esses últimos, invariavelmente, encontravam-se os incrédulos e os fanáticos, os polos opostos da crença racional.

Os defensores da doutrina lutavam como coragem, perseverança, dedicação, desinteresse, buscando a vitória da Doutrina espírita e não de seus interesses pessoais. Agindo conforme a proposta moral espírita, ou seja, sendo um homem de bem. Formam a base dos pioneiros, os preparadores do terreno, que cumprem seu dever com fé esclarecida, devotados, em reconhecimento aos consolos e alegrias que receberam dos ensinamentos dos Espíritos.

Infelizmente, porém, existem aqueles que não sabiam acompanhar a marcha natural do Espiritismo. Os impacientes, sem aguardar a evolução dos ensinos, vão buscar em outros cantos ideias prematuras, conceitos inadequados, pensamentos que não pertencem à doutrina fornecendo “armas aos nossos adversários”, explica Kardec. Há também aqueles que, conhecendo o Espiritismo apenas superficialmente, sem serem tocados no coração “dão, por seu exemplo, uma falsa opinião de seus resultados e de suas tendências morais”, afirma o professor.

Dessa maneira, conclui Kardec:

“Aí está, sem contradita, o maior escolho que encontram os sinceros propagadores da Doutrina, porque, frequentemente, veem a obra que penosamente esboçaram, desfeita por aqueles mesmos que deveriam secundá-los. É um fato constatado que o Espiritismo é mais entravado por aqueles que o compreendem mal do que por aqueles que não o compreendem de todo, e mesmo por seus inimigos declarados; e há a anotar-se que aqueles que o compreendem mal, geralmente, têm a pretensão de compreendê-lo melhor do que os outros; não é raro ver noviços pretenderem, ao cabo de alguns meses, ser superiores àqueles que tiveram para eles a experiência adquirida por estudos sérios. Essa pretensão, que trai o orgulho, é ela mesma uma prova da ignorância dos verdadeiros princípios da Doutrina” (Revista Espírita de 1864, página 210).

Para resolver essa questão levantada por Kardec, para prevenir o Espiritismo das consequências da ignorância e das falsas interpretações, dos sistemas equivocados que se tomam em seu nome, é preciso:

“Se prender a vulgarizar as ideias justas, a formar adeptos esclarecidos, cujo número neutralizará a influência das ideias errôneas”.

Bem compreendendo esse conselho, para livrar da divulgação espírita os falsos ensinamentos, as ideais equivocadas infiltradas, não adianta combater pessoas, como numa caça às bruxas. Muitos que divulgam os equívocos, os fazem inocentemente, por falta de estudo, por não conhecer verdadeiramente os conceitos fundamentais presentes nas obras de Kardec. A forma de se combater a falsa compreensão é o esclarecimento. Essa é a tarefa dos espíritas verdadeiramente desinteressados, dedicados à causa da Doutrina Espírita. Dando instruções, promovendo grupos de estudo, propondo o debate, a discussão das ideias. Não há ninguém que se possa proclamar professor de Espiritismo, somos todos estudantes!

O Espiritismo exige muito estudo, pesquisa, interpretação dos artigos, recuperando, com os recursos da história e filosofia das ciências, as ideias originais dos espíritos superiores que estabeleceram a teoria espírita. Essa é a tarefa. Mãos à obra!

(Veja mais detalhes em Revolução Espírita, por Paulo Henrique de Figueiredo)

ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

http://revolucaoespirita.com.br/para-kardec/

quinta-feira, 2 de março de 2017

ESPÍRITOS E O TELEFONE DA ALMA. QUEM O USARÁ "AQUI" E "LÁ" ? - POR DR.GARY SCHWARTZ

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Fonte da imagem: http://www.servidoresdejesus.org/mensagens-psicografadas/2015/06/bem-aventurados-espiritos/

Artigo extraído do site The SoulPhone Foundation (www.thesoulphonefoundation.org)

Espíritos e o SoulPhone 1

Quem o usará "Aqui" e "Lá"? 2

Gary E. Schwartz, PhD 3


1 Em 2015, o termo SoulPhone foi escrito Soul Phone.

2 Discurso principal dado na Conferência "Aspectos da Consciência", na 40ª Conferência da Academia de Estudos Espirituais e da Consciência, 10-14 de junho de 2015, em Chapel Hill, Carolina do Norte. Este endereço é dedicado à "Equipe da Promessa Sagrada" que inspiram esta pesquisa e a tornam possível.

3 Professor de Psicologia, Medicina, Neurologia, Psiquiatria e Cirurgia, e Diretor do Laboratório de Avanços em Consciência e Saúde, Universidade do Arizona.


Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos pensadores e comprometidos possa mudar o mundo; de fato, foi a única coisa que já existiu. - Margaret Mead, PhD


Introdução: De "Se" a "Quem" e "Porquê"?

No meu discurso de abertura da 38ª Conferência Anual da Academia para Estudos da Consciência, em 12 de julho de 2014, em Scottsdale, Arizona, eu fiz uma apresentação intitulada "Comunicações Pioneiras com o SoulPhone." Nessa palestra, eu forneci uma visão geral de um conjunto de Cinco critérios que, coletivamente, me levaram à controvertida conclusão de que o desenvolvimento da tecnologia do Telefone da Alma é inevitável. Os cinco critérios são:

1. Lógica e teoria científica

2. Observações e provas

3. Comunidade de pessoas com credibilidade que também chegaram a esta conclusão

4. Experiência pessoal direta com a tecnologia e

5. Nenhum motivo responsável para rejeitar (ou seja, ser fortemente cético em relação aos) fatores 1-4.

A presente conferência revisa brevemente esses cinco critérios e, em seguida, considera (Critério 1) e evidências científicas (Critério 2) para a existência de um Grupo de "seres do outro lado" (aqui simplesmente referidos como "espíritos") que estão colaborando ativamente neste trabalho. Não só eles estão empenhados em ajudar-nos a criar uma tecnologia para o Telefone de Alma, mas também estão dedicados a vê-lo ser aplicado à humanidade e ao planeta para o melhor e mais alto bem.

Minha esposa, Rhonda Schwartz, e eu me refiro a esses colaboradores em espírito como "A Equipe da Promessa Sagrada"- em homenagem ao meu livro de 2011 de título: The Sacred Promise:  How Science is Discovering Spirits’ Collaboration with Us in Our Daily Lives.

A presente conferência reconhece sua participação e Colaboração neste trabalho.

Breve revisão dos cinco critérios

Como mencionado acima, existem cinco fatores - que podemos pensar como um "teste dos cinco dedos" - que pode apontar para uma determinada conclusão como sendo verdadeira (veja a figura na página seguinte).

Percebi que se os cinco critérios foram cumpridos em um determinado instante, nessas circunstâncias específicas, a lógica nos diz que devemos considerar como provável que  a crença seja verdadeira.

De fato, se todos os cinco critérios foram atendidos, sugiro que é nossa responsabilidade ética e moral  concluir que algo é provavelmente verdade - mesmo se não gostarmos da conclusão, e mesmo se a conclusão vai contra nossas crenças e dogmas há muito tempo mantidos.

Critério 1: Lógica e Teoria

O primeiro critério é "lógica e teoria científica." Alguns super-céticos fazem a afirmação extrema  de que não existem teorias científicas estabelecidas que prevejam - e expliquem como – a vida após a morte existe. Acontece que essa conclusão é indiscutivelmente falsa. Na verdade, existem formas muito fáceis de os leigos entenderem como a lógica e a teoria científica da Idéia de que energia e informação fotônica têm um "tipo de imortalidade" no "vácuo do espaço" e, portanto, pode ser detectada com a tecnologia apropriada sob condições controladas.

Se (1) saímos no escuro à noite, e (2) estamos longe das luzes da cidade, e (3) Não há lua cheia ou nuvens, podemos ver milhares de estrelas a olho nu. E com os telescópios atuais, podemos ver bilhões de galáxias, cada uma contendo bilhões de estrelas. É bem aceito que toda esta luz tem viajado por milhões ou bilhões de anos através de espaço, e tudo ainda está lá. Na verdade, em todos os lugares para onde olhamos no espaço, há bilhões, se não trilhões, de estrelas em todas as direções.
Pense sobre isso; toda esta luz está cruzando o "vácuo do espaço", e não se mistura, pois se isso ocorresse, e ela fosse degradada, então quando eu e você olhássemos para o céu à noite, veríamos desordem. Não vemos desordem; O que vemos é uma "história da luz das estrelas", voltando no tempo bilhões de anos.

É por causa deste fato que podemos ter as ciências básicas da astronomia e astrofísica. Tanto a lógica como a física teórica nos dizem que a luz tem um "tipo de imortalidade", em termos de armazenamento de informações e energia no "vácuo do espaço".

A lógica também nos diz que, embora o vácuo possa estar "vazio" em termos de matéria, está cheio da energia e informação detalhada da luz de trilhões de estrelas cruzando em todas as direções.

Embora isso possa soar surpreendente, se não controverso - que a luz de trilhões de estrelas (e, portanto, a luz de todo o resto, incluindo nossa luz) é preservada, a verdade é que esse fato só se torna controverso quando pensamos profundamente sobre ele. ?? Não siga sua lógica aqui.

No entanto, quando olhamos para o céu durante o dia, e se não há nuvens, nós não vemos quaisquer estrelas; Em vez disso, o que vemos é um céu azul. Surge a pergunta: o que aconteceu àquelas luzes das estrelas, o que aconteceu com todas as milhares de estrelas que podemos ver a olho nu e trilhões de estrelas que podemos ver com telescópios?

Todas elas desapareceram? Ou ainda estão todas lá, e nós não podemos vê-las porque somos impedidos pelo brilho da estrela mais próxima de nossa vizinhança?

A resposta é a última. Além disso, é por isso que não podemos ver a maioria das estrelas quando estamos nas cidades, porque as luzes da cidade (chamadas de poluição luminosa) interferem na nossa visão da fraca luz das estrelas.

A mensagem que levei para casa - a voz que escutei - que me ocorreu no início dos anos 1980, quando eu era um jovem professor na Universidade de Yale é: Às vezes precisamos ir para a escuridão para ver a luz.

Deixe-me repetir: Às vezes precisamos ir para o escuro para ver a luz.

É por isso que os médiuns aprendem a meditar. É por isso que aprendemos a entrar em espaços silenciosos.

É por isso que às 3 da manhã ou 4 da manhã, muitas vezes somos mais receptivos à informação sutil e energia.

Portanto, lógica e teoria apontam para a possibilidade de que a luz tem uma espécie de imortalidade.
A propósito, se você e eu nos destacamos no céu noturno e olhamos para as estrelas, você sabe o que está acontecendo com a luz que é refletida para fora de nossos corpos? Ela vai para o espaço também.
Sabemos que isso é um fato, porque os satélites espiões podem nos ver andando na areia de  uma praia ou onde quer que estejamos. E a nossa luz é como a luz de estrelas distantes; Ela continua indo e indo também.

Nossa luz está constantemente se expandindo para o vácuo do espaço. Não apenas a luz refletida, mas todas as freqüências que compõem nossos corpos irradiam para o espaço também. Existe um história de nossa radiação fotônica emitida que continua no vácuo do espaço. Em outras palavras, tanto a lógica como a física sustentam a idéia de que nossa energia e informação se estendem para o espaço e continuam indefinidamente. Se ainda existem como energia e informação fotônica, então, em princípio, podem ser detectadas pela tecnologia adequada.

Critério 2: Observações e Evidências

O segundo critério é "observações e evidências". Atualmente, há uma quantidade de literatura de pesquisa, espalhada em muitas áreas diferentes, que é consistente com a hipótese da vida após a morte. Isto inclui casos documentados de experiências de quase-morte, pesquisas de reencarnação conduzidas principalmente na Universidade da Virgínia, pesquisas de mediunidade no meu laboratório e em outros laboratórios nos Estados Unidos e as emergentes, usando tecnologia de ponta para detectar a presença do espírito.

A combinação destas evidências aponta inexoravelmente para a conclusão de que a nossa  consciência continua após a morte física, assim como a luz de estrelas distantes continua após uma determinada estrela ter "morrido".

Tenho publicado três livros investigando se os médiuns são reais e, em caso afirmativo, Interpretamos esses achados como evidência de comunicação com o espírito após a morte física? Em suma, a conclusão de todas essas evidências é que alguns médiuns são reais (Schwartz, 2002; 2011) e a explicação mais simples para a maior quantidade das evidências é a hipótese da sobrevivência da consciência.

Claro, existem alguns médiuns que são falsos, e devemos ser capazes de distinguir entre médiuns genuínos e falsos. Eu percebi que "se você não pode vencê-los, então junte-se a eles" e aprendi a me tornar um falso médium. Eu comprei livros secretos sobre como me tornar um falso médium. Eu fiz um curso com um hábil "animador psíquico" (um mágico mental) sobre como tornar-me um médium falso. Na verdade, eu me tornei um médium falso muito bom. Armado com este conhecimento e habilidades, eu pude projetar a pesquisa controlada que eliminou os "truques do comércio."

Nesses experimentos cuidadosamente projetados, apenas médiuns genuínos seriam capazes de produzir informações precisas e estatisticamente significativas sobre pessoas falecidas específicas.

Aqui não é o lugar para rever todos os procedimentos experimentais de cegueira simples, duplo-cegos, e mesmo triplo-cegos. Eles estão descritos em detalhes em meus três livros, bem como em pesquisas publicadas por outros pesquisadores. O que é importante entender aqui é que (1) um corpo considerável de pesquisa foi realizada documentando a validade de médiuns específicos, (2) a totalidade das evidências pode ser melhor explicada em termos de vida após a morte, e (3) aspectos da energia do espírito, detectada pelos médiuns, também podem ser detectados por tecnologia de ciências ópticas de ponta.

Critério 3: Aceitação por Pessoas Confiáveis e Dignas de Crédito

O terceiro critério é a existência de pessoas altamente qualificadas, confiáveis e dignas de crédito que chegaram a uma determinada conclusão. Tenho o privilégio de conhecer muitas pessoas que são muito bem-sucedidas e confiáveis ​​que passaram a acreditar não só que a vida após a morte é real, mas que o desenvolvimento de um telefone da alma é provável.

Essas pessoas atendem ao que eu chamo de Critérios "Sete S". Elas são:

1. Inteligentes, e

2. Bem-sucedidas e

3. Céticas, no sentido de serem questionadoras, e

4. Sofisticadas em seu pensamento, e

5. Experientes, significando que elas são qualificadas, com muito discernimento, e

6. Sãs (por exemplo, elas não são psicóticas) e, finalmente,

7. Diretas, significando que elas têm integridade, são buscadoras da verdade, e se preocupam em serem honestas consigo mesmas, com seus entes queridos e colegas.

Quando essas pessoas acreditam que algo é verdadeiro, vale a pena considerar suas conclusões seriamente.

Critério 4: Experiência

O quarto critério é a experiência pessoal direta. Para a maioria das pessoas, a experiência pessoal direta é o critério final para decidir se algo é verdade ou não. Eu fui abençoado por ter tido experiências pessoais mais diretas com médiuns de pesquisa genuínos do que a maioria dos pesquisadores na história da ciência. Trabalhei de perto com mais de trinta pessoas bem-sucedidas e credíveis, a quem me refiro como "Michael Jordan do Mundo da Mediunidade". Além disso, tenho sido abençoado por experiências pessoais mais diretas com espíritos específicos tentando influenciar o estado da arte da Ciência nos últimos seis anos do que praticamente qualquer cientista que já viveu. Recolhi muitas centenas de horas de observações documentadas de comunicação aparente, que estão muito além do acaso estatístico. Algumas dessas evidências estão incluídas na minha apresentação.

Critério 5: Não há razões responsáveis ​​para rejeitar (ou seja, ser fortemente cético) os critérios 1-4.

A ciência responsável exige um ceticismo responsável. Devemos ser minuciosos, considerando explicações alternativas para todos os aspectos da pesquisa - da lógica e da teoria, desenho experimental e coleta de dados, análises e interpretações das observações. Os cientistas responsáveis (e os pensadores responsáveis em geral) sempre reservam tempo para "fazer um balanço" e analisar cuidadosamente o que  estão investigando.

 Quando nos envolvemos neste processo, referentemente aos critérios 1-4 acima, aplicados à questão da vida após a morte e a viabilidade de se desenvolver um telefone da alma, descobrimos que cada um dos critérios dizem uma só coisa. Não há argumentos contrários que questionem seriamente a hipótese do telefone da alma. Podemos concluir que esta área de pesquisa e sua potencial aplicação passam no "teste dos cinco dedos".

Quais são os membros da Equipe da Promessa Sagrada e qual é a sua motivação?

À luz das considerações acima, é justo e significativo (1) examinar o que compreende a Equipe da Promessa Sagrada e (2) determinar quais são suas motivações aparentes para colaborar neste projeto.
Minha apresentação descreve como um pequeno grupo de "pessoas pós-físicas" tem trabalhado ativamente conosco para tentar desenvolver uma equipe de tecnologia do telefone da alma confiável. Embora alguns possam achar essa informação difícil de aceitar, a totalidade das evidências indica que o grupo inclui cientistas distintos (David Bohm, PhD e Albert Einstein, PhD), dois estudiosos leigos (Susy Smith e Marcia Eklund) e dois artistas de celebridades (Harry Houdini e "Peter Taylor" - um pseudônimo).

No entanto, muitos podem achar ainda mais difícil aceitar o fato de que a totalidade das evidências (como discutido na Parte IV de The Sacred Promise) indica que um grupo de hipotéticos "anjos", incluindo Sophia , Metatron, Michael, Gabriel, Uriel e Ariel, parecem estar ativamente envolvidos na pesquisa também.

A sua motivação coletiva é (1) estabelecer cientificamente a sobrevivência da consciência e que uma realidade espiritual maior existe, (2) demonstrar como o amor e o cuidado é a sua força motriz e (3) Ilustram como esse conhecimento básico pode servir como a "motivação unificadora" para trazer toda a humanidade ao propósito de curar as espécies e o planeta, e alcançar a paz pessoal e global antes que seja tarde demais.

Como o público em geral provavelmente escolherá usar a alma antecipada (Por exemplo, Espírito Facebook), existem inúmeras outras aplicações fundamentais da tecnologia, incluindo (1) a obtenção de informações e conselhos que abrangem áreas pessoais e científicas para áreas empresariais e governamentais, (2) corrigir erros da história, (3) buscar reparações de eventos passados, e (4) fornecer motivação e inspiração à humanidade para acordá-la e a consequente ascensão coletiva da nossa consciência.

Meu interesse especial está em # 4. Apesar da documentação científica dos perigos do crescente crescimento populacional, da poluição e das alterações climáticas e o crescente despertar do público para a realidade desses perigos, há pouca inspiração para que as pessoas busquem soluções comuns para esses desafios prementes de uma maneira que fomente a evolução da nossa espécie como um todo.

Alguns de nós que estão trabalhando em áreas da ciência pós-morte e realidades mais amplas, veem o potencial para uma inspiração unificadora essencial - especialmente se ela vem da realidade espiritual maior em si. Se os esforços atuais para desenvolver um telefone da alma confiável forem bem-sucedidos, será possível, pela primeira vez na história humana, para pessoas em todo o globo, receberem orientação e inspiração de seus líderes reverenciados. Muitos médiuns me relataram independentemente que grupos "do outro lado" estão se unindo para o propósito de fomentar essa consciência expandida e unificada.

Se qualquer organização tem o potencial de promover essa grande missão, é a Academia de Consciência e Estudos Espirituais.

Referências

Schwartz, G. E. (2002). The Afterlife Experiments: Breakthrough scientific evidence for life after death. New York, NY: Atria Books / Simon & Schuster.

Schwartz, G. E. (2005). The Truth about Medium: Extraordinary experiments with the real Alison Dubois of NBC’s Medium and other remarkable psychics. Charlottesville, VA: Hampton Roads.

Schwartz, G. E. (2011). The Sacred Promise: How science is discovering spirit’s collaboration with us in our daily lives. New York, NY: Atria Books.


ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:


https://media.wix.com/ugd/9183f8_eec038a48460406b94149dad0720fd63.pdf